Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel
Autoridades apontam milhares de vítimas, incluindo centenas de crianças, após ataques de Israel e EUA; Teerã reagiu com ofensivas e fechamento do Estreito de Ormuz, enquanto Trump ameaça bloqueio naval e amplia risco de escalada no conflito.
As autoridades do Irã informaram neste domingo que 3.375 pessoas morreram, entre elas 383 crianças, em decorrência dos bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos no país desde o dia 28 de fevereiro.
Os dados foram divulgados pelo diretor do Instituto de Medicina Legal iraniano, Abbas Masjedi, em declaração à agência estatal IRNA, reproduzida pela EFE. Segundo ele, das vítimas fatais, 2.875 eram homens e 496 mulheres ao longo de 39 dias de conflito.
De acordo com Masjedi, a maior parte das crianças mortas tinha entre 1 e 12 anos. Ele também destacou que há vítimas estrangeiras entre os mortos, incluindo cidadãos de países como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.
Em resposta aos ataques, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e realizou ofensivas contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana pode iniciar "imediatamente" um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, após o encerramento das negociações com o Irã sem um acordo.
Trump também declarou que os Estados Unidos estão prontos para agir no "momento apropriado" contra o Irã, ressaltando que as ambições nucleares de Teerã foram determinantes para o fracasso nas tentativas de encerrar o conflito.
Trump acusou o Irã de promover "extorsão global" ao ameaçar a segurança da passagem, uma das mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Segundo ele, a justificativa iraniana de possível presença de minas no estreito gera insegurança deliberada e impede a livre circulação
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