Em 48h, Trump vai de “Irã concordou com tudo” a “país será destruído”
Presidente dos EUA alterna tom sobre negociações com Teerã e faz declarações contraditórias em curto intervalo, passando de otimismo com acordo nuclear a ameaças diretas em meio à tensão no Oriente Médio.
As declarações contraditórias foram feitas tanto em publicações na rede social Truth Social quanto em entrevistas e ligações telefônicas a jornalistas de diferentes veículos, chegando a apresentar versões opostas em um curto intervalo de tempo.
Sexta-feira: “Irã concordou com tudo”
Na sexta-feira, 17 de abril, Trump afirmou à CBS News, por telefone, que o Irã havia “concordado com tudo” em relação a um possível acordo de paz. Segundo ele, o país também aceitaria trabalhar com os Estados Unidos para eliminar todo o urânio enriquecido. Na ocasião, chegou a dizer que os EUA ficariam com esse material.
O presidente também declarou que Teerã teria concordado em deixar de apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, considerados organizações terroristas.
Poucas horas depois, um representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu, em nota, que “o urânio enriquecido é tão sagrado como o solo iraniano” e que não seria “transferido para lado nenhum e nenhuma circunstância”.
Sexta-feira à noite: “Não acho que existam muitas diferenças”
Ainda na sexta-feira, já à noite, Trump voltou a comentar o tema ao chegar a Phoenix. Na ocasião, disse acreditar que não havia “muitas diferenças significativas” entre os dois países.
“Pode haver. Vamos ver o que acontece. Se houver, vamos ter de as resolver. Mas eu não acho que existam muitas diferenças significativas”, afirmou.
Domingo: “Se o Irã não assinar, vai ser destruído”
No sábado, o presidente não se pronunciou sobre o assunto. No domingo, 19 de abril, no entanto, adotou um tom completamente diferente.
Em entrevista à Fox News, afirmou que “se o Irã não assinar este acordo, o país inteiro vai ser destruído”, acrescentando que as negociações em curso no Paquistão representariam “a última hipótese” para Teerã.
Pouco depois, ao comentar a morte de um soldado francês, voltou a ameaçar o país, dizendo que poderia atacar infraestruturas estratégicas.
“Nós estamos a oferecer um acordo justo e razoável e eu espero que eles aceitem, porque, senão, os Estados Unidos vão deitar abaixo todas as centrais elétricas e todas as pontes no Irão”, escreveu na Truth Social.
Segunda-feira: “Muitas bombas vão explodir”
Nesta segunda-feira, Trump voltou a alertar o Irã. Em entrevista à Bloomberg, afirmou que o cessar-fogo atual termina “quarta-feira à noite, na hora de Washington”.
“É muito improvável que eu o prolongue. Eu não vou ser apressado a fazer um mau acordo. Temos todo o tempo do mundo”, disse.
À PBS News, já havia declarado que, caso o cessar-fogo termine sem um acordo, “então, muitas bombas vão explodir”.
O cessar-fogo teve início na noite de 7 de abril e foi estabelecido por um período de duas semanas. Sem prorrogação, a previsão inicial era que terminasse na noite de terça-feira, e não na quarta.
Ordem executiva destina US$ 50 milhões para ampliar testes clínicos com psicodélicos, com foco em transtornos como TEPT. Medida conta com apoio de aliados e mira acelerar aprovação de novos tratamentos, especialmente para veteranos militares nos Estados Unidos
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