Eli Lilly anuncia compra da Kelonia Therapeutics por até US$ 7 bi
Aquisição bilionária reforça aposta da farmacêutica em terapias gênicas inovadoras. Tecnologia da Kelonia permite produção de células CAR-T diretamente no organismo, com potencial para ampliar o acesso a tratamentos contra o câncer.
A Eli Lilly anunciou a compra da Kelonia Therapeutics por até US$ 7 bilhões em dinheiro, incluindo um pagamento inicial de US$ 3,25 bilhões.
A empresa adquirida, ainda em fase clínica, é pioneira no desenvolvimento de tecnologias de administração de genes in vivo. Seu principal programa, o KLN-1010, é uma terapia CAR-T lentiviral in vivo considerada potencialmente inovadora, atualmente em Fase 1 para tratamento de mieloma múltiplo recidivado ou refratário.
Segundo a Lilly, a aquisição amplia suas capacidades em medicina genética ao incorporar uma nova tecnologia de entrega e integração de genes diretamente no organismo, com potencial de aplicação em diversas doenças.
As partículas lentivirais desenvolvidas pela Kelonia são projetadas para atingir de forma eficiente e seletiva as células T, permitindo que o próprio corpo do paciente produza terapias com células CAR-T, usadas no combate ao câncer.
O KLN-1010 é uma terapia gênica intravenosa, ainda em fase experimental, que gera células CAR-T direcionadas ao antígeno de maturação de células B (BCMA), presente na superfície das células do mieloma múltiplo.
“As terapias CAR-T autólogas melhoraram significativamente os resultados para pacientes com vários tipos de câncer, mas barreiras consideráveis de fabricação, segurança e acesso fazem com que apenas uma fração dos pacientes elegíveis realmente as receba. A plataforma in vivo da Kelonia tem o potencial de mudar isso, oferecendo respostas rápidas e duradouras em um formato muito mais simples e pronto para uso”, afirmou Jacob Van Naarden, vice-presidente executivo e presidente da Lilly Oncology e chefe de desenvolvimento de negócios corporativos.
Trata-se de mercado paralelo ao dos medicamentos registrados pela Anvisa e conhecidos por marcas como Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida). As canetas sem registro são mais baratas, mas a Anvisa afirma que tem identificado diversos casos de falsificação e de produtos com baixa qualidade.
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